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SUMMARY:DEB-A Homofobia em Questão
DESCRIPTION:Moderador: António Fernando Cascais\n\nLouis-Georges Tin \
 n"Por um dia mundial de luta contra a homofobia"\n\nMiguel Vale de Alm
 eida\n"A homofobia na lei e na sociedade"\n\nGabriela Moita\n"A homofo
 bia na ciência"\n\nAntónio Fernando Cascais\n"A homofobia dos outros e
  a dos próprios"\n\nA homofobia é uma forma de discriminação e violênc
 ia dirigida em primeiro lugar contra os homossexuais, ou a pessoas com
 o tal negativamente percebidas. Na verdade, as atitudes homofóbicas co
 nfundem pessoas gays, lésbicas, bissexuais e transgénero numa amálgama
  indistinta sobre a qual se projecta o ódio e a discriminação, que pod
 em chegar inclusivamente à maior violência. É o caso da agressão e do 
 homicídio cometido de forma selvagem por iniciativa de indivíduos sós 
 ou organizados, mas é também o caso da pena de morte a que alguns país
 es ainda condenam todos quantos ousam amar uma pessoa do mesmo sexo ou
  que alteram as características que a religião ou o costume prescrevem
  para o seu género. \nA homofobia desumaniza as suas vítimas, na medid
 a em que as reduz à condição de meros objectos destituídos de quaisque
 r direitos ou de dignidade intrínseca, ou, sequer, de opinião e sensib
 ilidade próprias. \nQuando está na lei, a homofobia assume um carácter
  formal e então a violência encontra-se institucionalizada, desde a cr
 iminalização à prisão, aos maus tratos físicos e psicológicos, à recus
 a dos mais fundamentais direitos, liberdades e garantias que os cidadã
 os dos estados democráticos de direito se habituaram a dar por adquiri
 dos. \nEm regra, porém, a homofobia age de formas não ostensivas ou de
 claradas, é mais subtil, insidiosa e disseminada. Com efeito, e ao con
 trário do que parece poder deduzir-se da crescente visibilidade das ma
 is variadas expressões gays, lésbicas, bissexuais e transgénero, e inc
 lusivamente do reconhecimento legal da união entre pessoas do mesmo se
 xo em alguns países, a homofobia continua a ser uma realidade omnipres
 ente nas nossas sociedades ocidentais, democráticas e, a todos os títu
 los, tolerantes. \nComo o próprio nome indica, ela enraíza num medo, o
  medo do outro, que é, no fundo, o medo da contaminação pelo outro, do
  seu suposto poder de influência sobre nós, no que temos de mais íntim
 o e inconfessável e vulnerável. Esta homofobia tanto pode sublinhar qu
 e os direitos e a visibilidade são já demasiados e agitar o espantalho
  de uma vaga homossexual, como precipitar o pânico moral em relação ao
 s indivíduos vulneráveis, nomeadamente as crianças e os jovens, erguen
 do então cruzadas que tanto podem escolher como alvo a educação sexual
  nas escolas como pura e simplesmente assimilar homossexualidade a ped
 ofilia. \nMas a homofobia não é exclusiva da ignorância, da desinforma
 ção e do ressentimento normalmente atribuídos aos indivíduos ou às cam
 adas mais desfavorecidas. Ela também se pode detectar, sob formas mais
  sofisticadas, entre as elites pretensamente esclarecidas e emancipada
 s. Existe homofobia entre as comunidades científicas, inclusive os ter
 apeutas, no seio da classe política, entre os decisores económicos, os
  agentes culturais e nos meios académicos e intelectuais, nas confissõ
 es religiosas.   \nPorventura pior ainda, a homofobia é susceptível de
  ser interiorizada pelas suas vítimas, que assim voltam contra si próp
 rias e os seus congéneres a hostilidade do meio que as rodeia. Lembre-
 se tão-só o exorbitante preço por ela cobrado nos suicídios de adolesc
 entes incapazes de se aceitarem e desprovidos de quaisquer modelos pos
 itivos pelos quais possam construir as suas vidas. \nPor tudo isto, o 
 debate "A homofobia em questão" tem por propósitos essenciais fazer lu
 z sobre as atitudes, as práticas e os sentimentos homofóbicos e divulg
 ar as iniciativas para os combater, à cabeça das quais um Dia Mundial 
 de Luta contra a Homofobia. \n\nAntónio Fernando Cascais \n\niCalendar
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